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Cruzeiro inesquecível

8 dias no Mediterrâneo

Tunis

Avatar do autor Franquelino Santos, 04.02.15

Pouco passava das 07h30 da manhã quando o Splendida atracou no porto de La Goulette, em Tunis. Tínhamos deixado a Europa e estávamos, agora, no norte de África.

 

Dentro do navio nada mudou, obviamente, mas em terra tudo era diferente: os costumes, a paisagem e até o próprio clima, apesar da proximidade com a Itália.

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A excursão programada para este dia, que incluía visitas a La Goulette, Cartago e a Sidi Bou Said, entre outros locais, estava marcada para as oito e a essa hora já o autocarro lá estava à nossa espera. Para nós já não era novidade, uma vez que já tinhamos visitado estes locais, há dois anos atrás, mas é sempre bom revisitar sitíos de que gostámos muito.

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Depois de termos deixado para trás o porto de La Goulette, passámos pelo centro do bairro e dirigimo-nos para as ruínas da antiga Cartago, uma cidade do século VI a.C., que foi sede de um poderoso império comercial. O seu cidadão mais famoso foi Aníbal, o general que cruzou os Alpes para lutar contra os romamos.

 

A primeira paragem foi no el Tofet púnico (uma mistura de santuário e necrópole), um importante lugar dedicado à memória dos meninos falecidos (sacrificados) durante o período fenício.

 

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 Diz-se que as famílas fenícias, para apaziguar a fúria dos deuses, imolavam e ofereciam o filho primogénito a essas divindades. Durante a visita a este local, enquando o guia nos contava a lenda, aconteceu uma cena bastante cómica. O guia, para melhor explicar a sua narração, chamou uma criança de 7 ou 8 anos que acompanhava o grupo e disse-lhe: faz de conta que és o filho primogénito..., ao que o míudo retorquiu, mas eu não tenho nenhum primo Eugénio...

 

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A visita continuou e a paragem seguinte foi no local onde antigamente se localizavam os célebres portos púnicos. Aqui, o guia dissertou sobre a importância estratégica daqueles portos durante as guerras púnicas. Obtivemos algumas fotografias do local e seguimos viagem, desta vez, até às ruinas das cisternas romanas que antigamente asseguravam o abastecimento de água à cidade de Tunis. 

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Visita muito interessante, que demorou cerca de uma hora e nos permitiu conhecer, através das informações veiculadas pelo nosso guia, mais um pouco da história de Tunis. Através da observação daquelas ruinas foi possível constatar os conhecimentos de engenharia que aquele povo já detinha.

 

Depois desta paragem, seguimos até Sidi Bou Said, a vila azul e branca. Aquela charmosa vila encanta pela sua paisagem, onde apenas se veêm construções de cor branca com as suas portas e janelas em azul intenso, repletas de ornamentações em estilo árabe.

 

Nas ruas, estreitas e sinuosas, muitas lojas e tendas são a vitrine do artesanato local, repletas de cerâmicas pintadas à mão, latão trabalhado e joalheria em prata, tão característica da região. 

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O tempo estava a esgotar-se, mas ainda tivemos a oportunidade de visitar as Termas de Antonino. Os vestígios da época romana são impressionantes e bastou esta visita para percebermos a importância que estes davam a Cartago.

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É, porventura, o local mais bem preservado e apesar de pouco mais restar que os seus subterrâneos - ou talvez por isso mesmo - o que resta é tão grandioso que já foi classificado como o maior banho público de África e o terceiro maior do Império Romano. Com uma magnífica localização, junto ao mar e dentro de um jardim frondoso, o conjunto de arcadas subterrâneas, paredes e colunas colossais ainda dão uma ideia do que deveria ter sido o complexo.

 

Mais um excelente passeio e estava na hora de regressar ao Splendida.

5º dia a bordo

Avatar do autor Franquelino Santos, 20.01.15

Hoje, dia 30 de Setembro de 2014, foi dia de levantar cedo. A concentração, no "The Strand Theatre", para a excursão a Taormina estava marcada para as 8h45, pouco minutos depois da hora prevista para a chegada do Splendida ao porto de Mesina.

 

Às nove horas saímos para a excursão e por volta das catorze, depois de uma manhã muito bem passada,  estavamos de regressso.

 

 As horas passaram-se rapidamente e os nosssos estômagos começavam a reclamar. Por isso, dirigimo-nos ao buffet, no 14º deck do navio, onde almoçámos.

 

Entretanto, às quinze horas, o Splendida zarpou do porto de Mesina. A próxima escala seria na Tunísia, já em continente africano, onde iríamos visitar locais já nossos conhecidos, como Tunis, Cartago e Sidi Bou Said. 

 

Depois da partida, aproveitamos para fazer mais um passeio pelo navio e apreciar a paisagem que ia ficando para trás. À direita a costa da Calabria, com a Vila de San Giovani e o antigo porto da Sicilia, e à esquerda a costa Siciliana e o farol de Capo Peloro. Um pouco mais à frente, cerca das dezoito horas avistámos, à esquerda do navio, a ilha Eolie e no lado direito, as ilhas de Vulcano e Lipari.

 

Aproximava-se a hora do espetáculo, no "The Strand Theatre", "Rhythm of icons - Los Maestros del Rock", que contou com a participação especial de um grupo de acrobatas.

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Segui-se o jantar, ouvimos depois um pouco de música ao vivo num dos bares e chegou a hora de ir descansar, porque no dia seguinte, logo muito cedo, esperava-nos outra excursão, a Cartago e Sidi Bou Said e era conveniente recuperar forças.

Taormina

Avatar do autor Franquelino Santos, 06.01.15

Mais um dia em que nos levantamos bem cedidnho. A excursão a Taormina estava marcada para as 8h45m, logo após a chegada do Splendida ao porto de Mesina, na ilha da Sicília e antes era conveniente tomar o pequeno almoço.

 

O navio atracou à hora prevista e às nove horas já tinhamos desembarcado para a excursão a Taormina, uma comuna italiana da região da Sicília, província de Mesina, com cerca de 9.902 habitantes, que se estende por uma área de 13 km², tendo uma densidade populacional de 762 hab/km². A Sicília está apenas a cinco quilómetros de distância do continente italiano.

 

Para além desta excursão havia, ainda, mais três opções: visita ao Etna, percurso pela cidade de Mesina e um passeio em todo o terreno, visitando fortes e caminhos militares do século XIX, que eram utilizados para garantir a defendesa da Sicilia e do estreito de Mesina.

 

A distância entre Mesina e Taormina é de pouco mais de quarenta quilómetros, que se percorrem de autocarro em menos de uma hora, por estrada de boa qualidade, à beira mar e com boas paisagens. Um único senão, ao longo do percurso encontramos vários túneis.alguns até um pouco extensos.

 

O vulcão Monte Etna e o mar jónico formam a paisagem cinematográfica de Taormina, a lendária cidade balneária da Sicília. Ruas medievais sinuosas e um teatro grego do século II intensificam a sua atmosfera romântica. Taormina foi a cidade que inspirou poetas famosos do século XVIII, como Bartlett e Goethe. No século XX, virou destino de veraneio de escritores, como Truman Capote e Jean Cocteau, e das atrizes Greta Garbo e Rita Hayworth.

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Do largo fronteiro ao Hotel Excelsior é possível admirar vistas panorâmicas espectaculares, quer para o mar jónico quer para o Monte Etna.

 

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Ruas pejadas de gente, onde não faltava espectáculo de rua e locais para o visitante adquirir recordações. Alguns homens-estátua até se predispunham a pousar para a fotografia ou para a câmara junto aos visitantes.

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O Corso Umberto I é a principal rua do centro, repleta de lojas de roupas, antiquários, joalherias e igrejas. Não longe dali, está o Teatro Grego, talvez a construção mais célebre da ilha, feita no século III antes de Cristo, com uma vista maravilhosa para o Mediterrâneo.

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Apesar de ser um sitio arqueológico, ainda recebe muitas apresentações, de óperas clássicas a festivais de cinema e de jazz até shows de Sting e Ben Harper.

 

Aproximava-se a hora do regresso a Mesina, mais uma manhã muito bem passada e na descida para a zona das praias tivemos oportunidade de admirar mais uma vez a vista maravilhosa da baía de Taormina.

 

4º dia a bordo

Avatar do autor Franquelino Santos, 20.12.14

Levantámo-nos bem cedinho, pouco passava das seis, para tomar o pequeno almoço a horas que nos permitissem ir à piscina e ao jacussi, durante a parte da manhã, que estava livre. Na parte da tarde tinhamos a excursão à ilha de Capri.

 

A essa hora, um pouco antes de entrarmos no golfo de Nápoles, começamos a avistar as ilhas do arquipélago Pontino, Palmarola, Ponza e Ventotene. Pouco depois entramos no Golfo de Nápoles, conhecido pela vista do seu vulcão, actualmente inactivo, o Monte Vesuvio, a 1281 metros de altitude.

 Depois do pequeno almoço, demos um passeio matinal pelo barco e fomos, seguidamente, para as piscinas, onde nos mantivemos até por volta das onze horas. Segui-se o almoço e, na parte da tarde, a visita à ilha de Capri.

 

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Muito pouco tempo depois do nosso regresso da ilha de Capri, o Splendida, por volta das dezanove horas, zarpou do terminal de cruzeiros "Molo Angioino". Navegamos durante algum tempo no golfo de Nápoles, donde pudemos avistar, do lado esquerdo do navio, as luzes da luxuosa Península sorrentina. Um pouco mais à frente, por volta das vinte e uma horas, também do lado esquerdo do Splendida, ficava a maravilhosa ilha de Capri. Cerca de três milhas depois deixávamos o golfo de Nápoles e entramos em mar aberto, no mar Tirreno, até à nossa próxima escala, em Mesina.

 

Às sete e meia da tarde fomos assistir, no "The Strand Theatre", ao maravilhoso espectáculo "Olimpo - Mitos e Lendas do Mar Mediterrâneo".

 

Segui-se o jantar e depois foi altura de ir até ao Casino, tentar a nossa sorte e gastar algumas moedas nas "Slot Machines", não porque tenhamos vício no jogo mas apenas para ser um dia diferente. Sabemos que estes jogos não dão lucro a ninguém e até talvez por isso estas máquinas sejam conhecidas, também, pelo nome de "caça níqueis". Gastámos a quantia que tinhamos combinado antecipadamente e saímos com os bolsos um pouco mais leves.

 

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Aproximava-se a meia noite, mais um dia bem passado, e estava na hora de irmos descansar porque na manhã seguinte teríamos mais outra excursão a pé a Taormina.

Ilha de Capri

Avatar do autor Franquelino Santos, 14.12.14

O programa das excursões incluia as seguintes hipóteses de visitas em Nápoles :

- Centro histórico de Nápoles

- Sorrento

- Pompeia

- Palácio Real de Caserta

- Ilha de Capri

- Vesuvio

 

Optámos pela excursão à ilha de Capri.

 

Como a chegada do Splendida ao porto de Nápoles estava prevista para as 12h45, tivemos a parte da manhã livre, que aproveitamos para ir à piscina e ao jacussi. Nos restantes dias as excursões eram sempre na parte da manhã, seguia-se o almoço e, depois da refeição, não era aconselhável ir para dentro de água.

 

Por volta das onze horas fomo-nos preparar para ir almoçar e para a visita à ilha de Capri. Estavamos já muito próximo do porto de Nápoles, encontrava-me na varanda do camarote para assistir à chegada do navio, quando tive oportunidade de ver um espectáculo raro, a que não assistia há mais de três dezenas de anos. Meia dúzia de golfinhos, durante mais de cem metros, em alegre bincadeira, nadaram ao lado do barco. Fez-me recordar o rio Tejo, nos anos setenta, quando fazíamos a travessia da estação fluvial do Terreiro do Paço para o Barreiro e vice versa, em que aqueles simpáticos animais quase sempre faziam a sua aparição.

 

Logo a seguir ao almoço, por volta das 13h30, embarcámos num ferry-boat que nos levou até à "Marina Grande", porto principal da ilha de Capry. O percurso demorou cerca de uma hora.

 

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Capri, também conhecida como a ilha azul, está situada no golfo de Nápoles (região da Campania), no mar Tirreno, a pouca distância do continente. Possui uma área de cerca de 10,36 km2, sendo a sua maior elevação o monte Solaro (589 m).

 

A ilha chega a receber por ano cerca de dois milhões de visitantes. No século XIX, encantados com a beleza e os atrativos de Capri, ingleses e alemães provocaram uma reviravolta na vida dos habitantes – os pescadores passaram a alugar os seus barcos para passeios e os agricultores transformaram as suas propriedades em pequenos hotéis.

 

A chegada ao porto de "Marina Grande" impressiona, pela positiva, quem visita a ilha. Vista deslumbrante, grande número de pequenos barcos de recreio, muitos restaurantes e esplanadas repletas de turistas e uma quantidade apreciável de pequenas lojas para comprar recordações.

 

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Daqui seguimos até ao funicular, que existe junto ao porto, para subir à Praça Umberto I, centro nevrálgico de Capri, com os seus bares, lojas e muitos turistas, onde aproveitámos para tomar um café numa das muitas esplanadas ali existentes.

 

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Continuamos o nosso passeio por ruelas estreitas em direção a La Certosa di San Giacomo, convento, escola e prisão, em Capri. Um pouco depois de passarmos por este edifífico histórico, encontramos um pequeno miradouro donde foi possível obter fotografias maravilhosas, entre elas a dos famosos "faraglioni", os três picos de rochas saindo do mar a poucos metros da costa.

 

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Depois de cerca de três horas de passeio e de admirar paisagens maravilhosas era altura para uma pausa e saborear um delicioso e refrescante sumo de limão.

 

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O tempo estava a esgotar-se, tinhamos de voltar novamente ao funicular, chegar à Marina Grande e apanhar o ferry-boat de volta ao Splendida que nos iria levar durante a noite até Mesina.

Foi uma tarde muito bem passada, em que vimos muito pouco daquilo que Capri tem para nos oferecer. Assim, na próxima viagem àquela ilha teremos de a programar para uma estadia de alguns dias, para nos ser possível disfrutar o máximo daquele verdadeiro paraíso.

3º dia a bordo

Avatar do autor Franquelino Santos, 07.12.14

Por volta das 14 horas já tinhamos regressado da visita a pé ao centro histórico de Génova e estávamos, de novo, a bordo do Splendida. Logo que chegamos ao navio fomos almoçar, como de costume num dos buffets. A parte da manhã tinha sido um pouco cansativa mas tinha valido a pena.

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Do buffet, onde almoçamos, tinhamos uma vista maravilhosa. Ao fundo a parte antiga da cidade e em primeiro plano o porto de Génova, repleto de veleiros e pequenos iates. Dali, via-se, ainda, o Aquário de Génova e o famosos barco pirata, que está ancorado naquele porto desde o ano de 2001 e foi construido em 1986 especialmente para o filme "Piratas", de Roman Polanski.

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A partida do Spendida estava prevista para as dezassete horas. Depois do almoço demos apenas um pequeno passeio pelo navio, para pudermos assistir à saida para Nóples, o que aconteceu à hora prevista.

 

Depois da partida, porque a noite se aproximava, fomos ao camarote para nos vestirmos de acordo com o traje de noite sugerido (traje temático dos anos 60-70-80). Seguimos depois para "The Strand Theatre" a fim de assistir ao espectáculo de variedades, em homenagem a Luciano Pavarotti, com as vozes dos sopranos Ernesto Radano, Mimma Barra e do, convidado especial, Alberto Jelmoni.

 

Após o espectáculo fomos jantar ao restaurante "La Reggia" , onde nos serviram uma óptima refeição. Antes, porém, tivemos oportunidade de assistir a um dos mais espetaculares "pôr de sol" a que já assistimos.

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O navio continuava a sua rota em direção à Riviera Ligure, visível do lado esquerdo do barco. Por volta das vinte e duas horas avistamos, ao lado esquerdo, as luzes da Isla Capraia e mais ou menos na mesma zona, no lado direito, o farol de Cape Corse, ambos a 7 milhas milhas náuticas. Às vinte e três horas passámos pela belisssima Isla de Elba visivel do lado esquerdo do barco, avistando-se do lado direito a Isla Pianosa

 

A noite avançava e estava na hora de recolher ao camarote.

Génova

Avatar do autor Franquelino Santos, 01.12.14

Logo que o dia começou a clarear avistamos a costa italiana. Por volta das sete horas da manhã o navio iniciou manobras para a atracagem no porto de Génova, no terminal de cruzeiros "Ponte dei Mille".

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Génova é conhecida por ser o principal porto de Itália e por oferecer também muitas atrações turísticas. A sua história estende-se por vários séculos. É a sexta maior cidade da Itália e a mais velha da Europa. A via Garibaldi é famosa pelos seus palácios barrocos. A Piazza de Ferrari, a praça principal, abriga o palácio dos Doges e o Teatro Carlo Felice. O local de nascimento de Cristovão Colombo fica igualmente perto e vale a pena visitar também o Acuario de Génova, o maior aquário da Europa. Infelizmente o tempo disponível não dava para tudo.

 

As hipóteses para as excurões em Génova eram:

- Visita a pé ao centro histórico;

- Visita ao aquário;

- Visita ao centro histórico em autocarro aberto e visita ao aquário;

- Minicruzeiro a Portofino;

- À descoberta de Génova em segway.

 

Optamos pela visita a pé ao centro histórico, que iniciamos às nove da manhã e demorou cerca de de quatro horas. Depois de um pequeno trajecto em ferry chegamos à "Plaza Caricamento", donde partimos a pé para um agradável passeio pela parte antiga da cidade. Passámos por várias ruelas até chegarmos à Piazza de Ferrari, o coração comercial de Génova, donde podemos admirar as fachadas do "Palazzo Ducale".

 

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Aqui, visitámos a "Cisterna del Ducale", onde nos foi oferecido um pequeno buffet de bruschetta e de focaccia típico de Génova.

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Depois de visitarmos os exteriores da Catedral de San Lourenzo, ficamos com algum tempo livre que aproveitamos para comprar algumas recordações. Cerca das treze horas dirigimo-nos ao cais onde o ferry nos levou de novo de volta ao Splendida.

 

2º dia a bordo

Avatar do autor Franquelino Santos, 23.11.14

Por volta da 13h30 estavamos de novo na zona de embarque. No cais havia várias tendas de "souvenires" .  Aproveitamos para comprar algumas recordações, tudo muito à pressa, porque ainda tinhamos de ir almoçar e não queríamos deixar de assistir à saída do navio do cais de Marselha, que estava prevista para as 16 horas.

 

Almoçamos num dos bufets e depois, até à hora da saída, aproveitamos para continuar a conhecer mais um pouco do que tinhamos para desfrutar e era muito.

 

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À hora prevista, depois da sirene apitar estrondosamente três vezes, o Splendida zarpava do cais. Navegamos durante algum tempo junto à costa francesa, para depois entrarmos em mar aberto na direção do porto de Génova, em Itália.

 

Nesta data celebrou-se o dia mundial do turismo, sendo o tema deste ano o "Turismo e a Água". Estavamos, por isso, no nosso meio ambiente.

 

Às 19h30 fomos assistir, no "The Strand Theatre", ao espectáculo "Paris Fou - Uma viagem ao coração de França".

 

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 Depois do jantar fomos reservar a excursão, para o dia 29, à ilha de Capri, que ainda não conhecíamos mas de que nos diziam valer a pena visitar.

 

A noite já ia avançada. Assim, depois de ouvir um pouco de música ao vivo de "Grandes Clássicos", no Splendida Bar,  recolhemos ao camarote para descansar, porque na manhã seguinte esperava-nos um passeio a pé pelo centro histórico da cidade de Génova.

Aix-en-Provence

Avatar do autor Franquelino Santos, 15.11.14

As hipóteses para a excursão na zona de Marselha eram várias, como por exemplo um percurso pela cidade, Avignon, Cassis e Aix-en-Provence, entre outras alternativas. Porém, desta vez já tinhamos reservado com alguma antecedência, na Agência de viagens, a excursão a Aix-en-Provence.

 

Aix-en-Provence é uma cidade do sul da França localizada no departamento de Bouches-de-Rhône na Região de Provence-Alpes-Côte d'Azur. Era chamada de Aquae Sextiae durante o período romano. Também foi o lugar onde nasceu e morreu o pintor Paul Cézanne.

 

rotonde.jpgO autocarro saiu do porto de Marselha pouco depois das nove horas. Os cerca de trinta quilómetros que nos separavam de Aix-en-Provence foram percorridos em pouco mais de meia hora. Ainda não eram dez horas da manhã e já estavamos a sair do autocarro na Fontaine de la Rotonde, no centro da cidade para uma visita guiada a pé.

 

A visita decorreu na parte antiga da cidade onde tivemos a oportunidade de conhecer a catedral de Saint-Sauveur, cuja história vai do século V ao XVIII. Pode constatar-se a sua evolução arquitetural através da fachada do prédio:

- à direita, o portal romano do século XII, colocado sobre um muro da Idade Média;

- à esquerda, o portal do estilo gótico dos séculos XV-XVI, com as suas magnificas portas.

 

As naves interiores são de vários estilos: romano, gótico e barroco. O batistério, do século VI, está cercado de elementos antigos (as colunas foram de um templo romano do começo da nossa era). O claustro, restaurado recentemente, foi construído no fim do século XII. Esculturas e quadros, entre eles o tríptico Le Buisson Ardent, iluminam ainda mais aquela  catedral.

 

Continuámos deambulando ao longo das ruas, ruelas e praças da Vieille Ville, visitando prédios históricos e monumentos de rua (estátuas e brazões) espalhados por diversos pontos da cidade. As fontes de água proliferam por quase todos os cantos. Há, até, quem chame a Aix-en-Provence a cidade das fontes.Cada prédio tem a sua história e cada fonte o seu segredo. As feiras, com frutas, legumes, queijos, flores e produtos regionais, animam esta zona da cidade.

 

mirabeau.jpgDepois de duas horas de visita guiada chegamos ao Cours Mirabeau, um dos lugares mais populares e animados da cidade. É uma avenida com 440 metros de comprimento e 42 metros de largura, com calçadas muito largas de ambos os lados e uma pequena faixa de rodagem ao centro. Duas filas de plátanos oferecem a sua sombra a quem circula pelos passeios. Existem muitos cafés, esplanadas e restaurantes ao longo da avenida.

 

Aqui foi-nos colocada a hipótese de prosseguirmos a visita guiada ou ficarmos com o resto do tempo livre, na condição de nos encontrarmos à hora da partida do autocarro na Fontaine de La Rotonde, situada no final do Cours Mirabeu, a cerca de 400 de distância.

 

Optamos pela segunda hipótese, aproveitando para, mais calmamente, tomar café numa das muitas esplanadas e obter mais algumas fotografias para mais tarde recordar.

 

Cerca de meia hora depois regressámos ao autocarro, que partiu rumo a Marselha por volta das 13 horas. Para trás ficava Aix-en-Provence uma cidade muito acolhedora que espero voltar, com mais tempo, a visitar brevemente.

Viagem de Barcelona a Marselha

Avatar do autor Franquelino Santos, 09.11.14

saida.jpgDe acordo com o programa previsto, o navio zarpou do cais com destino a Marselha por volta das dezoito horas. Antes, porém, por volta das dezassete, realizámos um curso de segurança, obrigatório para todos os passageiros que tinham embarcado em Barcelona.

 

Um pouco depois das 16h30 fomos avisados, pela instalação sonora do navio, para nos dirigirmos ao nosso camarote e seguir as instruções de segurança que se encontravam afixadas atrás da porta. De acordo com aquelas instruções, depois do toque da sirene, recolhemos o colete salva vidas e dirigimo-nos ao "The Strand Theatre", no deck 6, onde nos explicaram e treinámos os procedimentos que deviam ser seguidos em caso de emergência e como se utilizava correctamente o colete salva vidas.

 

Após a saída de Barcelona o Splendida navegou junto à costa, que se avistava do lado esquerdo do barco, até ao Cabo Sebastian, por onde passámos por volta das 22h30. A luz do seu farol, caracterizada por uma intensa luz branca, intermitente em  cada cinco segundos, era bem visível do navio. A partir dali deixamos a costa de Espanha e entrámos no Golfo de León, com rumo a Marselha.

 

Assistimos à partida do cais de Barcelona no 14º deck  (zona das piscinas) e, passados alguns minutos, logo que as imagens da cidade começaram a ficar um pouco difusas, deambulámos pelo navio, para conhecer um pouco daquilo que iria ser o nosso "resort" nos próximos oito dias.

 

camarote.jpgA primeira visita foi ao nosso camarote, que embora já tivessemos ficado a conhecer, quando fomos recolher o colete salva vidas, ainda não tinhamos tido oportunidade de verificar todas as suas condições. Ficámos muito bem impressionados com o que encontrámos. O camarote era muito espaçoso, dispunha de duas camas, televisão, telefone, minibar, cofre, roupeiro, boas instalações sanitárias, sofá, uma pequena mesa e varanda com vista para o mar, com duas cadeiras e mesa.

 

Seguidamente, procuramos localizar o restaurante "La Regia", onde estava marcado o nosso jantar para as 21 horas, tarefa que se mostrou muito fácil. Embora o navio fosse bastante grande, além de tudo estar muito bem sinalizado, os empregados eram afáveis e estavam sempre disponíveis para nos ajudar.

 

Depois disso continuámos, até ao nosso jantar, o passeio pelos bares, buffets, piscinas, lojas, casino e outras zonas comuns do navio.

 

Às vinte e uma horas dirigimo-nos ao restaurante e fomos acompanhados por um empregado que nos foi indicar a mesa e o lugar onde nos próximos dias tinhamos o jantar reservado. Por volta das vinte e duas horas, tinhamos a refeição terminada.

 

Como o dia tinha sido um pouco cansativo, deitámo-nos mais cedo e às onze horas da noite já dormíamos. Acordámos no dia seguinte, por volta das oito da manhã, já com o cais de Marselha à vista, onde atracámos no terminal de cruzeiros León Gourret. O Splendida tinha-se antecipado cerca de quarenta e cinco minutos em relação à hora prevista de chegada.